Thursday, December 5, 2024

O MENESTREL - Reflexão Filosófica

 por Prof Dr. Celso de Arruda - Jornalista - Filosofo - MBA




O MENESTREL (Willian Shakespeare)

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.


E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.


Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.


Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.


Aprende que heróis são pesanasoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.


Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.


Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.


Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!

Nossas dádivas são traidoras, e nos faz perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

Willian Shakespeare


Reflexão Filosófica

O texto O Menestrel convida à reflexão sobre os aprendizados que surgem com o tempo e a maturidade. Sua essência filosófica está em nos alertar para a condição humana: transitória, vulnerável e profundamente relacional. Cada lição apresentada nos desafia a repensar a forma como nos relacionamos conosco mesmos, com os outros e com o mundo.


A consciência do ser e do tempo

Uma das ideias centrais do texto é a aceitação da impermanência. Ele nos lembra que as circunstâncias mudam, que pessoas entram e saem de nossas vidas, e que nossas ações têm consequências irreversíveis. Isso nos convida a viver com presença e responsabilidade, construindo no “hoje” e reconhecendo que o “amanhã” é incerto.


Autonomia e autocompreensão

O texto ressalta a importância de não depender exclusivamente dos outros para nossa felicidade, ensinando que amar não é aprisionar e que apoio não é subserviência. Isso reflete o valor da liberdade interior e da autorrealização, princípios fundamentais na filosofia existencialista. Devemos "plantar nosso jardim e decorar nossa alma", assumindo a responsabilidade por quem somos e queremos ser.


A vulnerabilidade das relações humanas

Reconhecer que as pessoas erram, machucam e, ainda assim, podem nos amar, é uma lição de empatia. Ao mesmo tempo, o texto nos ensina sobre a fragilidade de laços como a confiança, que exige anos para ser construída e apenas um instante para ser destruída. Aqui, encontramos um convite à paciência, ao perdão e à aceitação das limitações humanas.


A maturidade emocional

A maturidade apresentada no texto não está apenas no crescimento cronológico, mas na capacidade de aprender com as experiências e superar as adversidades. Ela reside no equilíbrio entre aceitar as próprias emoções – como a raiva – sem deixar que elas nos dominem ou nos tornem cruéis. Essa perspectiva se alinha à ética de Spinoza, que valoriza o entendimento das paixões para alcançar a liberdade.


A construção de sentido

O texto conclui com um chamado à resiliência e à valorização da vida. Quando diz que “realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida”, vemos um eco do pensamento de Viktor Frankl, que enxerga na busca por significado a essência da existência humana. Decorar a alma e superar os desafios são formas de reafirmar nossa força e dignidade.



O Menestrel é um hino à humanidade, em toda a sua complexidade e beleza. Ele nos desafia a aceitar o que não podemos mudar, a transformar o que está ao nosso alcance e a encarar a vida com coragem, amor e consciência. Afinal, como o texto conclui, a vida é valiosa porque é limitada, e cada momento pode ser uma oportunidade para florescer, desde que tenhamos a coragem de tentar.

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[Música:Plante Seu Jardim]

[Letra: Celso Arruda]

[Estilo Rock Progressivo Urbano, inspirado por Pink Floyd e Queen]


[Introdução - Instrumental]


(Arpejos melancólicos no teclado, crescendo com guitarras suaves e solos atmosféricos)


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[Primeira Estrofe]


Depois de algum tempo, eu aprendi

Que a vida é breve, um sopro a existir

Beijos não são contratos, promessas vão

Mas cada passo me ensina a direção.


[Pré-Refrão]


E se o amanhã é um sonho a se perder,

Eu construo agora, não vou mais temer.


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[Refrão]


Plante seu jardim, decore sua alma

Deixe o vento levar o que não tem calma

Somos fortes, mesmo quando dói,

A vida segue, nunca se destrói.

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[Segunda Estrofe]


Confiança é vidro, cuidado ao tocar

Uma palavra pode tudo apagar

Amigos são laços que o tempo não desfaz

Mesmo distantes, sua luz sempre traz.


[Pré-Refrão]


O mundo gira, e eu sigo a aprender,

Que amar é liberdade, não um acorrentar.



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[Refrão]


Plante seu jardim, decore sua alma

Deixe o vento levar o que não tem calma

Somos fortes, mesmo quando dói,

A vida segue, nunca se destrói.

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[Ponte - Instrumental e Solo de Guitarra]


(Solo intenso, refletindo o conflito interno e a superação, com camadas crescentes de bateria e baixo)

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[Terceira Estrofe - Calmaria]


Sonhos de criança nunca são em vão

Mesmo quebrados, ainda são canção

E quando o tempo não mais puder voltar,

Que minhas flores continuem a brotar.

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[Pré-Refrão - Crescendo]


Eu não controlo o tempo, mas posso escolher

Plantar meu presente e deixar florescer.

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[Refrão - Final]


Plante seu jardim, decore sua alma

Deixe o vento levar o que não tem calma

Somos fortes, mesmo quando dói,

A vida segue, nunca se destrói.


[Coda - Instrumental]


(Notas suaves no teclado, ecoando esperança, encerrando com um solo emocional de guitarra)

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Estilo musical sugerido: A melodia deve alternar entre momentos introspectivos e explosões emocionais, com arranjos que dialoguem com as reflexões filosóficas, criando uma jornada sensorial que amplifique a mensagem da letra.


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