Liberdade e Responsabilidade
[Verso 1]
Veio do alto um sopro leve,
Promessa pura, céu que escreve
Com mãos de luz um novo chão,
E me entregou libertação.
Mas o que faço com o que recebo?
Constrói futuro ou cava medo?
Às vezes, cego em minha ilusão,
Faço da graça, uma prisão.
[Pré-refrão]
E os elos que vieram suaves,
Transformo em correntes graves...
[Refrão]
Liberdade não é só voar,
É saber onde pousar.
Responsável por cada direção,
Não trocar escolha por prisão.
E você? Em qual elo está?
Veludo leve… ou bronze a pesar?
[Verso 2]
Quantas concessões me foram dadas,
E quantas delas desperdiçadas?
Culpando o mundo, negando o espelho,
Fugindo sempre do meu conselho.
Mas cada passo, por mim traçado,
É consequência do meu legado.
Não é o Céu que me acorrenta,
Sou eu quem prende o que me orienta.
[Pré-refrão]
A dádiva que vem do alto,
Requer coragem, não assalto.
[Refrão]
Liberdade não é só voar,
É saber onde pousar.
Responsável por cada direção,
Não trocar escolha por prisão.
E você? Em qual elo está?
Veludo leve… ou bronze a pesar?
[Ponte – Instrumental com fala narrada ou sussurrada]
"A maioria dos homens cai… desastradamente…
na primeira e nova concessão do Céu.
Transformando elos de veludo…
em algemas de bronze."
[Último refrão – mais emocional]
Liberdade é se reconhecer,
Mesmo ao errar, aprender.
É não culpar o Céu, nem fugir do chão,
Mas andar com firmeza e coração.
E você? Em qual elo está?
Veludo que liberta… ou bronze a pesar?